Como denunciar LGBTfobia nesse carnaval?

Como denunciar LGBTfobia nesse carnaval?

fevereiro 21, 2020 0 Por Rubia Cely

Bicha, uma das comemorações mais esperadas do ano está chegando e é difícil perder essa festa. Mas, para aproveitar a folia de carnaval até o último glitter, temos algumas dicas para você curti-la com segurança e, assim, se prevenir de assédios, lgbtfobia, confusões e gritaria (só pode gritaria de felicidade).

Brincadeiras à parte, carnaval é bom, tem muita gente querendo curtir e aproveitar, mas sempre tem aqueles com más intenções. Infelizmente, violência e preconceito existem e hoje, queremos que você vá para as ruas sabendo como se defender ou quem sabe, até mesmo, ajudar um amigue.

Se você for vítima de violência ou preconceito nesse carnaval, saiba como denunciar:

A denúncia é muito importante tanto para punir o agressor, quanto para gerar estatísticas da lgbtfobia no carnaval. Por isso, nunca deixe de denunciar.

1) Se não houver risco, ligue pra polícia (190) e aguarde socorro, de preferência acompanhade por amigues.

É muito importante que você não ficar sozinhe nesses momentos. Por isso, chame os amigues e ligue imediatamente para a polícia, informando sobre o aconteceu.

2) Se ainda houver risco, saia do lugar, não bata boca e procure um lugar seguro. Ligue pros amigues e pra polícia (190).

Por mais que o sangue ferva diante de uma provocação, saiba que isso não vale sua vida, procure manter a calma. Deixe seus amigues informados sobre o que está acontecendo, saía do local para não encontrar com o agressor novamente e, assim que estiver em um local seguro, ligue para a polícia.

3) Se não houver ninguém conhecide por perto, procure um lugar público de grande circulação e peça ajuda ao máximo de pessoas que conseguir.

Caso não tenha amigues com quem possa contar no momento, não deixe de pedir ajuda às pessoas que estiverem próximas. Se estiver sendo ameaçade ou sofrer algum tipo de violência, não se cale. Não fique sozinhe em locais isolados, procure sempre por ambientes movimentados.

4) Procure uma delegacia especializada em crimes de intolerância. Se na sua cidade não houver, procure a delegacia mais próxima. Vá preferencialmente acompanhade.

Após se livrar de uma situação de risco eminente, procure a delegacia mais próxima e faça um boletim de ocorrência. Relate os fatos nos mínimos detalhes. Se possível leve com você uma pessoa em que confie. Lembre-se, quanto mais tempo você demorar para ir na delegacia mais improvável a constatação das agressões, tendo em vista que, com o passar dos dias, as marcas vão sumindo.

5) Nunca deixe de registrar o BO assim que puder. Importante para a obtenção de provas, principalmente registrar as marcar corporais.

Além do registro do BO, é importante reunir o máximo de provas e testemunhas que puder, para que as devidas providências sejam tomadas e o agressor seja punido.

Somos uma comunidade e precisamos nos unir, caso veja qualquer tipo de assédio e/ou lgbtfobia acontecendo, procure informar as autoridades e dar amparo a vítima. Mas não se coloque em risco, para você também não se tornar vítima das agressões.

Bicha, esperamos que tenha um carnaval cheio de luz e alegrias. Pode ser uma boa ideia se juntar a blocos explicitamente LGBTI+ e que sejam amigos das diversidades. Continue nos acompanhando pelo @bicha_da_justica (Instagram) e também pelo @bichadajustica (Facebook) para saber sobre direitos LGBTI+ e outras informações sobre nossa comunidade.

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